28/09/2007
Num país com mais de 150 milhões de hectares ocupados com pastagem e um rebanho estimado em mais de 160 milhões de cabeças bovinas, a importância econômica das espécies de plantas forrageiras parece evidente. No Brasil, somente o setor de sementes de forrageiras perenes movimenta cerca de 200 milhões de reais por ano.
Um importante aspecto da forragicultura é o seu grande potencial a ser explorado, o que permitiu, por exemplo, que a bovinocultura ocupasse terras marginais e de fronteiras no país, que normalmente apresentam restrições agro-ecológicas e de infra-estrutura. Além disso, criou-se um incentivo na busca por novas espécies e cultivares que produzissem em áreas secas, sem adubação suficiente e de baixa fertilidade, já que a pastagem degradaria o solo.
No Brasil, quase a totalidade das áreas de pastagens são ocupadas por gramíneas, mas grande parte delas está degradada ou comprometida produtivamente, principalmente devido à adubação e ao manejo deficientes. Isso ainda dificulta a exploração do potencial energético da maioria das espécies disponíveis no mercado para os pecuaristas.



