21/01/2008
A partir do dia 1º de janeiro de 2008, passou a ser obrigatório no Brasil a adição de 2% de biodiesel ao diesel comercializado em todo o país. O novo combustível é obtido através de óleos vegetais. É biodegradável e renovável. E, ainda, é ecologicamente correto, pois ao se considerar todo seu ciclo (do crescimento das plantas até a queima nos motores), ele não aumenta as emissões de CO2 na atmosfera.
O biodiesel pode ser produzido a partir de várias plantas, entre elas destacam-se soja, girassol, pinhão-manso e mamona. O combustível é produzido a partir da extração do óleo das sementes de cada planta. Este reage com o etanol ou o metanol através de um processo químico denominado transesterificação. Daí, temos o biodiesel.
Cada planta apresenta vantagens e desvantagens neste processo. As sementes de soja é uma opção pela grande produção desta no Brasil. Mas, seu teor de óleo é baixo, entre 18% e 20%. E há ainda uma grande quantidade de farelo residual.
As sementes de girassol tem entre 40% e 45% de óleo, mais que o dobro da soja. Entretanto, esta cultura praticamente inexiste por aqui. E ainda, seu ciclo de crescimento exige frio, o que reduz as áreas de plantação.
Uma nova descoberta é o pinhão-manso. Ele não é comestível e suas sementes tem teor de óleo acima de 50%. Mas, esta é uma aposta para o futuro, já que existem poucos estudos sobre o seu plantio e cultura.
A mamona é a favorita do governo brasileiro. A planta é resistente e cresce até em solos mais pobres. E suas sementes contém de 45% a 50% de óleo. Parece ser a melhor opção, pois o país já tem experiência no plantio (na década de 40, éramos o maior produtor mundial) e os investimentos seriam mais baixos. Estuda-se ainda, aliar a produção de mamona às inciativas de reforma agrária.



