31/01/2008
Os gramados no Brasil normalmente são plantados através de placas de grama, pedaços já um pouco desenvolvidos e colocados lado a lado sobre a área que irão cobrir. Mas, todo vegetal tem sementes e as gramíneas não são exceções à regra. As sementes de grama são aquelas pequenas hastes, em forma de V ou T, com muitas sementinhas nas pontas. Naturalmente, as gramas são polinizadas com ajuda do vento e de abelhas. Os tipos de grama mais comuns são:
Esmeralda (Zoysia japonica)
80% de toda a grama usada no Brasil. As folhas são delicadas e estreitas. Quando cresce ela forma um verdadeiro tapete verde e é usada em gramados residenciais, áreas públicas, casas de campo e no controle da erosão de terrenos
Batatais (Paspalum notatum)
É a mais usada popularmente. É mais resistente, dá para pisar nela à vontade. Ela consegue se desenvolver em áreas mal iluminadas, regiões secas e de solos pobres, além de ser mais imune à pragas.
Japonesa (Zoysia tenuefolia)
Suas folhas são finas, macias e miúdas. Seu crescimento é lento, o que diminui a freqüência de podas. Porém, é mais frágil. Ela não resiste a pisoteio e requer um solo rico em material orgânico, além de bastante sol.
Bermudas (Cynodon dactylon)
É a grama do Morumbi, do Maracanã e de outros campos profissionais brasileiros. Ela tem folhas estreitas e é bastante resistente às chuteiras. Exige cortes regulares, já que seu crescimento é rápido. A bermudas precisa de grande luminosidade.
Inglesa (Stenotaphrum secundatum)
Mais conhecida por "santo agostinho". É a mais indicada para terrenos em regiões litorâneas, pois resiste à salinidade, mas é frágil a ataques de pragas e ao pisoteio. A grama inglesa se desenvolve bem em áreas semi-sombreadas.
São Carlos (Axonopus compressus)
Também conhecida como "grama missioneira", ou "sempre-verde", a São Carlos é adaptada a lugares úmidos e frios. Com folhas largas, ela suporta bem ambientes em meia-sombra, mas exige irrigações periódicas em épocas de estiagem.



