15/10/2007
O Amendoim forrageiro (Arachis pintoí CV Amarillo) é uma leguminosa perene, estolonífera, adaptada às regiões com precipitação de 1000 a 1200 mm, e solos de média fertilidade textura variando de arenosa a franco argilosa. Tem bom valor nutritivo e com boa persistência quando consorciada com gramíneas agressivas. Não tolera seca prolongada, não sendo recomendada para o semi-árido.
Descrição Morfológica:O amendoim forrageiro é uma leguminosa herbácea perene, de crescimento rasteiro, estolonífera cm 20 a 40 cm de altura. Possui raiz pivotante que cresce em média até cerca de 30 cm de profundidade.
Adaptabilidade edafoclimáticas: O amendoim forrageiro se adapta bem a altitudes desde o nível do mar até cerca de 1.800 m, desenvolve-se bem quando a precipitação é superior a 1.200 m. Não é muito tolerante a períodos secos prolongados, embora nas condições de cerrado, este cultivar tenha se mostrado superior a outros cinco acessos avaliados.Esta leguminosa é bem adaptada a solos ácidos, de baixa a média fertilidade. Tem exigência moderada em fósforo, sendo no entanto eficiente na absorção deste elemento quando em níveis baixos no solo. Existem informações de elevada atividade de micorrizas associados ao seu sistema radicular.Tem se obtido boa produção de matéria seca e persistência na pastagem, com adubações anuais de 20 Kg de P2O5/ha. Adapta-se bem em solos de textura franca, sendo medianamente tolerante à encharcamento. Resultados preliminares indicam bom nível de reciclagem de nitrogênio em pastagens com amendoim forrageiro. Há registros da espécie fixar 80 a 120 Kg de N/ha/ano.
Estabelecimento e Capacidade de Consorciação: A calagem é feita no mínimo 45 dias antes do plantio procurando-se obter um coeficiente de saturação de base de 50%. A adubação de plantio deve ser de 50 Kg/ha de P2O5/ha, preferencialmente utilizando-se superfosfato simples. Após o pegamento fazer adubação em cobertura com 40 Kg de K2O/ha.
Em função da sua agressividade de cobrir o solo e tolerância ao sombreamento, esta leguminosa se consorcia muito bem com espécies de gramíneas igualmente agressivas como as do gênero Brachiaria. No sul da Bahia há experiência acumulada de consorciação com B. humidicola e com B. dictyoneura, onde a mesma vem persistindo sob pastejo contínuo há cinco anos, na proporção de 6,6 a 16% do pasto disponível, com taxas de lotação variando de 1,6 a 4,0 novilhos/ha.
Valor Nutritivo e Produção Animal: Sua digestibilidade in vitro da matéria seca apresentou-se entre 60 e 70%.
A média de proteína bruta obtida durante quatro anos de avaliação, foi de 19%, valor muito bom para leguminosas tropicais, e que a torna recomendável para consorciação com os brachiarias, geralmente pobres em proteína. O uso de bovinos esôfagos-fistulados mostrou elevada preferência por esta leguminosa com participação da dieta dos animais entre 20 e 30%.
O ganho de peso médio diário de bovinos em pastagem de B. dictyoneura consorciado com amendoim forrageiro, obtidos em experimento com quatro anos de duração foi de 558 g/cab/dia. A produtividade média obtida foi de 568 Kg/ha/ano ou 19 @/ha de carcaça.
Na pastagem em que foi consorciado com Brachiaria humidicola, o ganho de peso médio obtido em três anos foi de 565 g/cab/dia superior aos 444 g/cab/dia aos 494 g/cab/dia obtidos respectivamente na humidicola em mono cultivo e com adubação nitrogenada. São ganhos bastantes satisfatórios considerando-se a duração do período de avaliação e o baixo nível de fertilizantes utilizado.
Fonte: www.ceplac.gov.br



