17/02/2010
A suplementação mineral corresponde, em média, com 22% dos gastos.
A suplementação mineral, depois de ser marcada como a vilã em 2007 e 2008, foi o insumo que mais influenciou as quedas dos custos de produção da pecuária de corte em 2009. Segundo o Cepea/USP, no acumulado de 2009, o insumo registrou queda de 26,56%, ao passo que, em 2007, houve aumento de 12,75% e em 2008, de expressivos 91,51%. Na seqüência, os insumos que mais desvalorizaram no acumulado de 2009 foram adubos e corretivos, que caiu 14,88%, e compra de animais para reposição, que recuou 5,35%.
Entre os estados considerados nesta pesquisa, as maiores quedas no Custo Operacional Efetivo (COE) no acumulado de 2009 foram verificadas em Goiás (-9,13%), Pará (-8,62%) e Paraná (-8,2%) e Mato Grosso (-7,56%). Os preços pagos pelo boi gordo, no entanto, caíram com mais força. Em Goiás, a arroba registrou desvalorização de 9,21% entre janeiro e dezembro de 2009. Em Minas Gerais o recuo foi de 9,85% nas cotações do boi, em Mato Grosso do Sul, de 8,92%, e, em São Paulo, de 8,7%.
Por outro lado, alguns itens da cesta de custo de produção considerados pelo Cepea registraram altas no acumulado de 2009, como sementes, mão-de-obra e insumos para reprodução animal. A maior variação positiva, de 17,4%, foi registrada pelo item sementes forrageiras, devido à maior demanda pelo insumo para a formação ou recuperação dos pastos. "A renovação das pastagens indica que pecuaristas estão esperando por um ciclo melhor da cadeira produtiva, investindo em ganhos de produtividade", relata o estudo do Cepea/USP.



